#1 Isolation diaries – After 40 days at home.

These are complicated times.
Especially at the mental level. The physique is resolved with a training routine. But the mental !! is screwed. We never know how we’re going to wake up the next day.

I have a home office. Working without leaving home for 8/10 days was never a problem. There was always a time we went out for coffee or to review a friend.
I can not right now! Only we went out to buy food.

I find myself super happy to go shopping. Not by the supermarket, but by the path I take there.

I live in an area that under normal conditions always has traffic jams and horns all day long. It’s not just at rush hour, but ALL DAY.
Now with the issue of isolation it seems like Sunday every day.
There are no people on the street.

The passing of time brings a mixture of sensations and feelings. On good days, we take this more cheerfully. We worked on what we could, in which in my case it involves finishing some work still from the “non-Covid” time, updating the site and sharing work done in 2019. We go through housework, lunches and dinners and “voilá”, the day It’s over.
The bad days start when we wake up and realize that “F this is really happening”

In my case, the good days lasted 2 to 3 weeks. I managed to maintain routines, train, activities in the rooms of the house and manage some work that I still had. I was focused on the distance with my family for their good. Although I had no symptoms, I didn’t know if I could be sick myself.

I live in another city. Unlike my parents and brother. On the one hand it is good because there is no temptation for an unnecessary visit. My brother (the other brother here on the blog) is the one who has been assisting my parents. However, my father being in the risk patient category, my brother also avoids spending too much time with them.

About social distancing and our parents.
So far our parents have never dealt with technologies that are simple for us. Video calls, emails and bank access over the Internet. Suddenly, the whole country works online. To this day it is still a challenge to explain anything about computers, even more via Whatsapp.
Another great challenge for my parents was to understand that they couldn’t leave the house. Not even to drink that daily coffee they were used to. Only for the essentials.
We discussed a lot. There were days when we were upset with each other. At this time of isolation being hurt by the family is not a good thing.

I stopped taking pictures when my scheduled jobs started to be postponed. It was a mental blow. Doubts arose, some anxiety, uncertainty. All that is not good for creativity. When I had bad days, sometimes I went out with my camera to relax, but now we shouldn’t.
I returned to shoot slowly, catching moments here at home. April is being a rainy month. You can’t always go to the balcony to sunbathe.

We are currently in a state of emergency, so our exits are conditioned.
It appears that our government is working on some security measures and rules so that we can all get back to work. Contained, but working.
In May, we left the state of emergency and with that I hope to be able to keep my commitments. This is what I want most.

This series was made with Ilford HP5 + photographed with Mamiya 645e.

Estes são tempos complicados.
Principalmente a nível mental. O físico vai-se resolvendo com uma rotina de treino. Mas o mental!! é lixado. Nunca sabemos como vamos acordar no dia seguinte.

Eu tenho escritório em casa. Trabalhar sem sair de casa por 8/10 dias, nunca foi problema. Havia sempre uma altura que saíamos para beber um café ou até rever um amigo.
Agora não dá! Só saímos para comprar comida.

Dou por mim super feliz por ir às comprar. Não pelo supermercado, mas sim pelo caminho que faço até lá.

Vivo numa zona que em condições normais tem sempre engarrafamento e buzinas o dia todo. Não é só na hora de ponta, mas sim O DIA TODO.
Agora com a questão do isolamento parece domingo todos os dias.
Quase não há pessoas na rua.

O passar do tempo trás um misto de sensações e sentimentos. Nos dias bons, levamos isto com mais ânimo. Trabalhamos no que pudemos em que no meu caso passa por terminar algum trabalho ainda do tempo “não-Covid”, actualização do site e partilha de trabalhos ainda feitos em 2019. Passamos por tarefas domésticas, almoços e jantares e quando damos por ela, o dia já terminou.
Os dias maus começam quando acordamos e percebemos que “F****** isto está mesmo a acontecer”

No meu caso, os dias bons duraram 2 a 3 semanas. Consegui manter rotinas, treinar, actividades pelas assoalhadas da casa e gerir algum trabalho que ainda tinha. Estava focada no distanciamento com a minha família para o bem deles. Apesar de não ter sintomas não sabia se eu própria poderia estar doente.

Vivo em outra cidade. Diferente dos meus pais e irmão. Por um lado é bom porque assim não há a tentação de uma visita desnecessária. O meu irmão (o outro brother aqui do blog) é quem tem prestado assistência aos meus pais. No entanto, estando o meu pai dentro da categoria de paciente de risco, o meu irmão também evita estar muito tempo com eles.

Sobre o distanciamento social e os nossos pais.
Até aqui os nossos pais nunca lidaram muito com tecnologias que para nós são simples. As video-chamadas, emails e acesso ao banco pela Internet. De repente, todo o país funciona online. Até hoje ainda é um desafio explicar seja o que for sobre computadores, ainda para mais via Whatsapp.
Outro grande desafio para os meus pais foi entender que não podiam sair de casa. Nem para beber aquele cafezito diário que estavam acostumados. Só para o essencial.
Discutimos muito. Houve dias que ficamos chateados uns com os outros. Nesta altura de isolamento ficar magoado com a família não é uma coisa boa.

Deixei de ter vontade de fotografar quando os meus trabalho agendados começaram a ser adiados. Foi um golpe mental. Surgiram as dúvidas, alguma ansiedade, incertezas. Tudo o que não é bom para a criatividade. Quando tinha dias maus, por vezes saía com a minha máquina para descontrair, mas agora não devemos.
Voltei a fotografar aos poucos, captando alguns momentos aqui em casa. Abril está a ser um mês chuvoso. Não dá para ir sempre à varanda apanhar sol.

Actualmente estamos em estado de emergência, por isso as nossas saídas estão condicionadas.
Ao que parece, o nosso governo está a trabalhar em algumas medidas e regras de segurança para podermos todos regressar ao trabalho. Contidos, mas a trabalhar.
Em Maio, saímos do estado de emergência e com isso espero ser possível cumprir com os meus compromissos. Neste momento é o que mais quero.

Esta serie foi feita com Ilford HP5+ fotografado com Mamiya 645e.


Sara Martins

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